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Fim da “Taxa das Blusinhas”: o que muda nas compras internacionais em 2026?

· Silva e Pantoja

fim da taxa das blusinhas

A revogação da chamada “taxa das blusinhas” voltou a movimentar consumidores, empresas e o comércio eletrônico brasileiro nesta semana. A medida, oficializada pelo Governo Federal em 12 de maio de 2026, altera novamente as regras para compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas estrangeiras como Shopee, Shein, AliExpress e Amazon.

Segundo o Governo Federal, o imposto federal de importação para remessas internacionais de pequeno valor foi zerado novamente por meio de Medida Provisória publicada em edição extra do Diário Oficial da União.


O que era a “taxa das blusinhas”?

O termo ficou popularmente conhecido após a cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em marketplaces estrangeiros.

A regra havia sido implementada em 2024 dentro do programa Remessa Conforme, aumentando o custo final de produtos importados para consumidores brasileiros. Agora, com a nova medida, o imposto federal foi removido novamente para compras nessa faixa de valor.


O que muda na prática para o consumidor?

Com a mudança:

  • o imposto federal de importação de 20% foi zerado;
  • compras internacionais de até US$ 50 ficaram mais baratas;
  • o ICMS estadual continua sendo cobrado normalmente;
  • plataformas internacionais devem voltar a ganhar competitividade no Brasil.

Ou seja, embora os produtos não estejam totalmente isentos de tributos, o valor final pago pelo consumidor tende a diminuir significativamente em relação aos últimos meses.


O ICMS continua sendo cobrado?

Sim. A revogação atingiu apenas o imposto federal de importação.

O ICMS estadual permanece incidindo sobre as compras internacionais, com alíquotas que variam conforme cada estado brasileiro, geralmente entre 17% e 20%.


Por que o governo revogou a taxa?

De acordo com informações divulgadas pela imprensa e por representantes do governo, a decisão ocorreu após forte pressão popular, impacto negativo na popularidade da medida e debates sobre inflação e acesso do consumidor a produtos importados.

Ao mesmo tempo, entidades do varejo nacional criticaram a mudança, alegando concorrência desigual com empresas estrangeiras.


Empresas brasileiras podem ser impactadas?

Sim. Especialistas avaliam que setores como:

  • vestuário;
  • eletrônicos;
  • acessórios;
  • utilidades domésticas;
  • marketplaces nacionais;

podem sentir aumento da concorrência internacional novamente.

Por outro lado, consumidores tendem a ser beneficiados com preços mais baixos e maior acesso a produtos importados.


Como ficam as compras na Shein, Shopee e AliExpress?

Plataformas como Shein, Shopee e AliExpress devem continuar operando normalmente dentro do programa Remessa Conforme.

Na prática:

  • produtos de até US$ 50 terão apenas incidência de ICMS;
  • compras acima desse valor continuam sujeitas à tributação normal de importação.

O que o consumidor deve observar agora?

Mesmo com a redução da carga tributária, especialistas recomendam atenção a:

  • prazo de entrega;
  • garantia dos produtos;
  • política de devolução;
  • variação cambial;
  • incidência de ICMS;
  • riscos de compras fora do Remessa Conforme.

Conclusão

A revogação da chamada “taxa das blusinhas” marca uma nova mudança nas regras do comércio internacional para consumidores brasileiros em 2026.

Embora o imposto federal tenha sido zerado novamente para compras de até US$ 50, o ICMS continua sendo aplicado, o que significa que as compras internacionais seguem tributadas — porém em patamar menor do que anteriormente.

Empresas, consumidores e o varejo nacional devem acompanhar os próximos desdobramentos da medida, que ainda promete gerar debates econômicos e políticos ao longo do ano.


Fontes oficiais e referências

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